Este artigo sustenta que o pensamento de esquerda — progressista, socialista e comunista — não é uma mera filosofia política, mas uma religião: uma religiosidade pagã que, partindo da estrutura evangélica de criação, queda, redenção e consumação, cria substitutos para cada uma dessas categorias e propõe transformar a própria natureza humana. Com fundamento em Romanos 1.16–32, no sensus divinitatis de Calvino, na antropologia religiosa do neocalvinismo e no diagnóstico de John McWhorter sobre o movimento “woke”, examina-se a matriz religiosa do marxismo, o preço histórico do projeto — mais de cem milhões de vidas no século XX — e a incompatibilidade, assinalada por Raymond Aron, entre o cristianismo e o comunismo. Conclui-se, a partir de 2 Coríntios 10.3–6, que a resposta cristã é espiritual: destruir fortalezas e levar cativo todo pensamento à obediência de Cristo. Palavras-chave: religião civil; marxismo; sensus divinitatis; movimento woke; apologética.
Introdução: uma religião disfarçada de projeto político
A percepção de que os movimentos políticos contemporâneos são mais do que ideias ou projetos — são, na verdade, religiões — tem assento na própria academia, sob o nome de religiões civis. O movimento progressista, o movimento comunista-socialista, carrega um grande projeto: instalar na terra a chamada “nova humanidade”, moldar as pessoas na mente e no coração, transformar a natureza humana. Daí a pergunta que este artigo busca responder: como um movimento historicamente demonstrado como falência — que destrói, que mata, que é autoritário e que se manifesta contrário ao evangelho — conserva, ainda hoje, fanáticos? A resposta exige descer da superfície política para o solo religioso em que o movimento germina: ele é uma religião satânica, pecaminosa, que busca transformar a natureza humana. Quem ensina em universidade há mais de três décadas testemunha o fenômeno: filhos de crentes que entraram com um discurso tão evangélico, tão voltado à Escritura Sagrada, saíram de lá absolutamente transformados no coração e na alma. Não se trata, portanto, de uma simples disputa de ideias: é uma atuação satânica direta, voltada a destruir, no coração daqueles que buscam ao Senhor, a fé genuína. Estamos num campo de batalha, não num shopping center nem numa praia. Paulo, ao falar do escudo da fé, indica exatamente o alvo do ataque do inimigo: as convicções na Escritura Sagrada. É isso que o movimento pretende: fazer que os nossos jovens duvidem ou, na menos pior hipótese, relativizem a fé, compartimentem-na, restrinjam-na ao ambiente do culto e da escola dominical, enquanto o restante da vida é regido por uma cosmovisão destruída.
O fundamento bíblico: a ira de Deus contra os que detêm a verdade (Romanos 1.16–32)
A tese de que o pensamento de esquerda é uma religião pagã não nasce da observação sociológica, mas da Escritura. Em Romanos 1.16–17, Paulo afirma: “Pois não me envergonho do evangelho, porque é o poder de Deus para a salvação de todo aquele que crê, primeiro do judeu e também do grego; visto que a justiça de Deus se revela no evangelho, de fé em fé, como está escrito: o justo viverá por fé”. A graça de Deus, portanto, se revela no evangelho; e, no verso 18, a ira de Deus também se revela — do céu, contra toda a impiedade e perversão dos homens que detêm a verdade pela injustiça. O apóstolo explica por que os homens são indesculpáveis: “os atributos invisíveis de Deus, assim o seu eterno poder, como também a sua própria divindade, claramente se reconhecem desde o princípio do mundo, sendo percebidos por meio das coisas que foram criadas”. Negar ao Criador aquilo que a criação mostra — como faz toda cosmologia que reduz o universo à evolução — não é ignorância; é a supressão deliberada de uma verdade manifesta. Por isso Deus os entregou: primeiro a uma disposição mental reprovável, para praticarem coisas inconvenientes (1.28), culminando na lista de injustiça, malícia, avareza e maldade — e no agravante final: “não somente as fazem, mas também aprovam os que assim procedem”. Aí está o limite dessa religiosidade falsa, dessa religiosidade satânica, gestada no inferno. O ensino teológico da passagem é simples e profundo: o ser humano foi feito, na sua estrutura, para adorar. Cada pessoa — o filho, a filha, o neto, o esposo, o próximo — existe para depositar a sua fé e a sua confiança naquilo que tem como o melhor desta vida. Ali está a raiz do problema: onde o coração recusa ao Deus verdadeiro essa adoração, transfere-a para um substituto.
A semente religiosa: Calvino e o sensus divinitatis
Calvino descreve esse dado antropológico como sensus divinitatis, o senso do divino: a consciência de que existe algo além, algo em que confiar, algo que pode transformar. Desse senso nascem as sementes religiosas que geram a visão religiosa que cada homem tem de mundo. O reformador, porém, mostra também a decadência desse senso: concebida a partir de um coração pecaminoso, toda religião que o homem constrói é corrupta, idólatra e falsa. Tudo aquilo que o ser humano, colocando-se como alguém independente de Deus, constrói é religioso — e falso. A aplicação pastoral é direta, pois essa é a nossa luta: ou estamos totalmente tomados e submissos à fé no evangelho, ou começamos a partilhar a convicção do nosso coração com outras religiosidades, que não se importam em conviver, num mesmo peito, ao lado da fé do evangelho. Batalha é guerra.
Cientificismo e evolucionismo: a ciência transformada em religião
O princípio pode ser aplicado a qualquer área do pensamento humano. O cientificismo — a crença de que a ciência é a verdade absoluta e de que a maior evolução humana se engendra no conhecimento científico — tem caráter religioso. No século XIX houve, do ponto de vista da ciência, um verdadeiro complô, uma guerra contra Deus: primeiro consolidou-se a falsa separação entre razão e fé, herdada da Idade Média, como se o homem pendesse ou para a racionalidade ou para a fé; depois lutou-se, mentiu-se e falsearam-se teorias científicas para cobrir todas as áreas antes atribuídas ao Senhor Deus. O evolucionismo — uma das maiores contradições risíveis da filosofia do século XIX — é a expressão dessa rebelião: não é mais criação, é natureza; a natureza está por si só. E o ataque de toda a falsa religiosidade é sempre o mesmo: contra Deus e o seu evangelho.
Bonald, De Maistre e Donoso Cortés: a teologia por trás da política
Outros teóricos da modernidade perceberam o mesmo fenômeno. Louis de Bonald, Joseph de Maistre e Donoso Cortés têm algo em comum: afirmam que toda a prática política, assim como toda a prática humana, possui uma teologia por trás — uma visão de divindade, algo inerente à religiosidade humana. Quem passou pela universidade já ouviu a sentença: “Aqui não é lugar para discutir religião; aqui é lugar para discutir filosofia e ciência”. A resposta correta é: isso também é outra religião.
O neocalvinismo e o homem inevitavelmente religioso
A teologia reformada mais recente consolida o ponto. Herman, figura conhecida do chamado neocalvinismo, ensina que a religiosidade não está ao lado das artes, da política, da ciência ou da filosofia: está no coração, é a base do ser humano. O homem é inevitavelmente religioso; tudo o que existe em nós é reflexo daquilo que adoramos. E toda religião traz elementos dogmatizados — proposições que, para o crente nela, são a verdade absoluta. É por isso que o pensamento de esquerda não pode ser olhado apenas como um conjunto filosófico, político ou doutrinário: é uma religião agressiva, que possui o desejo de roubar a alma daqueles que, diante dela, são expostos.
O nascimento religioso do marxismo
O pensamento de esquerda, embora faça parte do grande conjunto da religiosidade falsa, tem certidão de nascimento: surge do pensamento moderno, fruto de uma caminhada iniciada no século XVIII e marcada, no século XIX, pelo cientificismo. É revelador o contraste: coloque-se a fotografia de Edmund Burke, de Michael Oakeshott ou de BöhmBawerk, e quase ninguém reconhecerá; o rosto de Karl Marx, porém, é conhecido até de quem jamais passou pela universidade — e isso, por si só, assusta. Karl Marx manifesta o seu ódio pelo evangelho e a sua ira contra a religiosidade verdadeira; e, precisamente por isso, cria a sua corrente filosófica a partir da matriz do evangelho. O marxismo surge, no seu início, intencionalmente, como um confronto: por trás de tudo o que ele traz está a rebelião contra Deus.
A matriz religiosa de Karl Marx: criação, queda e redenção
A cosmovisão bíblica tem quatro momentos: criação, queda, redenção e consumação. O que está fora dessa estrutura é antibíblico, é contra o Senhor Deus. Ao construir o seu sistema, Marx segue exatamente a mesma estrutura do evangelho — talvez sem sistematizá-la dessa maneira — e, para cada momento, cria um substituto. É essa arquitetura que revela, de forma inconfundível, o caráter religioso do marxismo.
A “criação”: a sociedade matriarcal e “inocente”
Os cristãos creem num momento originário: o Éden, a inocência, um casal que não tinha pecado. Marx responde com a sua “criação”: houve uma sociedade originária que era inocente — a sociedade tribal, onde não havia propriedade privada e onde as mulheres exerciam poder, porque não tinham marido; criavam os seus filhos e exerciam autoridade sobre eles. Uma sociedade absolutamente matriarcal, inocente porque todos viviam em comum. Nota-se, aí, a mesma inversão edênica: o diabo, no Éden, não procurou Adão, que era o líder, mas procurou a mulher, que lhe era submissa — porque ele inverte o padrão, inverte o que o Senhor Deus estabeleceu. Marx completa a subversão ao afirmar que a sociedade perfeita não é a que foi conduzida pelo homem, mas a que foi regida e conduzida pelo feminino.]
A “queda”: o pecado chama-se propriedade privada
Para explicar a queda, Marx lança mão de grandes teóricos como Jean-Jacques Rousseau: o problema da humanidade chama-se propriedade privada. Como o pecado entrou no mundo? Quando um homem — não foi a mulher; foi o homem — riscou no chão um quadrado e disse: “Isto aqui é meu. Ninguém vai roubar isso de mim. Eu não vou partilhar com mais ninguém; isto é minha propriedade”. E, em seguida, tomou uma mulher pelos cabelos, aprisionou-a e determinou: “Você agora não vai gerar filhos de todos os homens da aldeia; você vai gerar os meus filhos, porque os meus filhos vão herdar aquilo que é meu”. A construção está repleta de pecados — e o alvo escolhido denuncia a sua origem: herança e propriedade privada são de Deus. Não são do capitalismo, não são do comércio, não são do mercado: são de Deus. Por isso são os mais atacados. O pensamento de esquerda odeia a propriedade privada e a herança aos filhos — dos outros; dos seus, mantém. Nesse mesmo trilho corre a paranoia da “construção social” do chamado feminismo de terceira onda — “não, eu não sou nem homem, nem mulher; eu serei aquilo que desejo” —, que não é novidade alguma: é a rebelião contra o Senhor Deus que nasce, sobretudo, no pensamento de Karl Marx.
A “redenção”: revolução e destruição
Tudo o que Marx constrói é antítese do evangelho. Como se deu a redenção cristã? Pelo Servo: aquele que veio para servir, que lavou os pés dos seus discípulos, que se fez escravo, se fez homem, experimentou as nossas dores e voluntariamente morreu na cruz — a pior pena de morte que existia no império romano. Submeteu-se ao que havia de pior, como servo; foi manso e humilde de coração. Para Marx, ao contrário, a redenção não vem pela submissão: vem pela rebelião. Todo o pensamento de esquerda — progressista, socialista ou comunista — afirma que a transformação da sociedade só pode se dar pela rebelião; por isso celebra o ato de rebeldia. O punho erguido, gesto-símbolo do movimento, diz tudo: rebeldia, força, revolução, destruição para um mundo melhor. O projeto é explícito: transformar a natureza humana — de uma natureza voltada para a propriedade, a herança e a posse, numa natureza comunitária — e, assim, reconciliar a sociedade. Mas somente o Senhor Deus transforma a natureza humana: só Ele faz do ímpio um salvo, do inimigo de Deus um filho de Deus. Acreditar que uma corrente política pode fazer isso é a essência mesma da religião política.
O preço do projeto: cem milhões de vidas
Os números concretos expõem o projeto. No século XX, mais de 100 milhões de pessoas foram brutalmente assassinadas neste projeto de transformação da natureza humana. Não 100 mil; não 1 milhão; não 10 milhões: mais de 100 milhões de seres humanos, mortos da pior maneira possível. Cem milhões de pessoas assassinadas porque um pensador do século XIX dizia ser possível transformar a natureza humana. E é por isso que a grande empreitada do movimento está, sobretudo, em transformar jovens nas universidades.
Testemunho: a jovem que quase perdeu a alma
Uma experiência pessoal ilustra o preço dessa guerra. Uma aluna bateu à porta da sala do professor: não fizera a prova da semana anterior e estava arrasada, porque um amigo se matara. Perguntada sobre religião — a porta para trazer o evangelho —, respondeu: “Eu sou evangélica”. Ele então a pastoreou e a conclamou: “Não permita que os meus colegas professores roubem a sua alma. Não permita que o seu corpo seja deshonrado. Não permita que o seu coração seja destruído. Não permita que a fé que você possui seja levada por uma avalanche de mentiras. Aproxime-se do seu pastor”. Três anos depois, ela saiu da universidade homossexual, feminista, militante e com o corpo completamente desfigurado. Não é brincadeira: não se está lidando simplesmente com um pensamento, mas com uma força espiritual religiosa cujo objetivo é destruir os nossos entes queridos.
A religião “woke”: o diagnóstico de John McWhorter
O diagnóstico da religião política contemporânea tem uma testemunha improvável: John McWhorter, professor progressista, da Universidade de Columbia, em Nova York, alinhado à esquerda americana dos democratas — e que, justamente por isso, dá peso ao seu veredito: ele já não suporta o movimento woke, o movimento identitarista. Em um de seus livros, McWhorter mostra que o movimento, mais do que do racismo, alimenta-se do racialismo — e o descreve, ponto por ponto, como uma religião. Há, primeiro, uma superstição: certas proposições são aceitas como axiomas e resistem ao questionamento; o movimento não se baseia na realidade. Daí a estratégia mais simples contra ele: colocar a realidade diante do esquerdista — “como defender um sistema que destruiu, que matou, que acabou com nações?”. Há, segundo, um clero: os intelectuais e autores que fornecem a linguagem e os dogmas fundamentais — e cuja tendência, a arrogância acadêmica, os convence de que podem conduzir as pessoas àquilo em que acreditam. Há, terceiro, um pecado original: o privilégio constitui culpa herdada e permanente — o “nasci branco, peço perdão”, o “nasci homem; mulheres, perdoem-me” que inundam a internet; a culpa impressa na pessoa é exatamente o alvo do pensamento de esquerda. Há, quarto, uma evangelização: os não inseridos precisam ser conscientizados e convertidos; há uma luta para isso. Há, quinto, um apocalipse: uma visão de futuro, uma futura prestação de contas da sociedade — ou você se torna woke, ou se torna identitarista, ou vai pagar a conta por causa disso. Há, sexto, heresias: dissidentes não apenas erram — devem ser moralmente denunciados. O preço da dissidência é conhecido de quem o paga: há anos não se é mais convidado para nenhuma banca em um curso de história — isso se chama cancelamento; somente pela graça de Deus se alcança, ainda assim, o título de professor titular. E há, por fim, uma substituição: a nova moral passa a ocupar funções antes exercidas pelas religiões tradicionais.
Moralidade, não filosofia: o “lado certo da história”
O cerne do pensamento de esquerda não é filosófico: é um conjunto de afetações, de invenções e de moralidade — uma moralidade de aspas elevadas, o “lado certo da história”, como costumam dizer. Se você não é de esquerda, você é imoral: é contra os pobres, contra o negro, contra a mulher, contra o meio ambiente. É essa moralidade que explica o poder de atração do discurso. E é ela que desarma o desavisado dentro da igreja, que pensa: “É verdade… a esquerda luta pelos pobres, pelos negros, pelas mulheres; eu não vejo o meu pastor falando isso; eu vejo uma calamidade; a nossa igreja fica cheia de riquinhos”. Cuidado. Isso não significa que não devamos despertar no nosso coração misericórdia e auxílio para aqueles que precisam; significa que não podemos, por isso, ceder a esse tipo de pensamento
A mosca no leite: o perigo das pequenas concessões
O exemplo é simples e memorável. Alguém lhe serve um copo de leite e, olhando com mais atenção, você vê que há uma mosca dentro. A reação é imediata: “Pastor, é só uma mosca pequena. Remova a mosca, e ficaremos com o leite. O leite continua bom, o leite é proveitoso, o leite tem cálcio, traz benefícios para o meu corpo; a mosca não contamina o leite”. No leite, sim. Mas há uma qualidade do leite que é esta: se você retirar a mosca, o leite fica bom. É esse tipo de raciocínio que a esquerda quer que tenhamos: o evangelho e as moscas. As moscas são as pequenas concessões — permitir pequenas coisas, pequenos pensamentos, pequenas liberdades, pequenas aplicações de justiça social, pequenas interpretações da Palavra de Deus — “porque, no fim, isso não mudará o evangelho”. Aí está a mudança! Aí está o apóstata! Aí está o herege! Hoje, infelizmente, o Brasil vive essa ditadura na moral, na cultura e na política — a ponto de temer-se que quem a denuncia publicamente possa ser preso. E a captura começa na linguagem: o “boa noite a todos, a todas e a todes”, já pronunciado por crentes dentro da igreja, é o sinal de que a pessoa já está sendo captada por eles. É o princípio que Deuteronômio 18 nos ensina: não se aprendem as abominações das nações impunemente.
Raymond Aron: o céu é aqui
Raymond Aron, no livro “O Ópio dos Intelectuais” — obra que bate exatamente na questão das universidades —, resume a incompatibilidade
“O cristão nunca poderá ser um autêntico comunista, do mesmo modo que o comunista não pode crer em Deus, porque a religião secular, animada por um ateísmo fundamental, declara que o destino do homem cumpre-se todo inteiro nesta terra. O cristão esquerdista esconde de si mesmo esta incompatibilidade.”
Para eles, o céu é aqui; o céu lá na frente? Esqueça: é este mundo que eles vão transformar. É a musiquinha de John Lennon, “Imagine”: aquele mundo perfeito onde teremos uma natureza humana transformada. Como isto é diabólico.
Conclusão: mais que vitoriosos
As peças se encaixam. O pensamento de esquerda tem a sua doutrina de origem (a sociedade matriarcal e “inocente”), o seu Éden invertido, o seu pecado original (a propriedade privada), o seu caminho de salvação (a revolução e a destruição), o seu clero (os intelectuais que dogmatizam), a sua evangelização, o seu apocalipse, as suas heresias e o seu cancelamento — e promete o céu nesta terra, com a natureza humana transformada. É uma religião; e uma religião satânica, pecaminosa, cujo alvo é a fé genuína daqueles que buscam ao Senhor. A resposta do cristão, porém, não é o pânico nem a retirada: é a guerra espiritual tal como Paulo a define: “Porque, embora andando na carne, não militamos segundo a carne; porque as armas da nossa milícia não são carnais, mas sim poderosas em Deus para destruir fortalezas, anulando nós sofismas e toda altivez que se levante contra o conhecimento de Deus, levando cativo todo pensamento à obediência de Cristo e estando prontos para punir toda desobediência, uma vez completa a vossa submissão” (2 Coríntios 10.3–6).
Firmes nessas convicções, alertando os filhos, recusando as pequenas concessões — as moscas do leite —, o evangelho permanece o poder de Deus para a salvação. É guerra; mas nós somos mais que vitoriosos em Cristo Jesus. Encare-se desta maneira. Amém.
