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[Ore pelo seu pastor] “Conhecimento” Por Pr Felipe Quirino

“Pelo seu divino poder, nos têm sido doadas todas as coisas que conduzem à vida e à piedade, pelo conhecimento completo daquele que nos chamou para a sua própria glória e virtude” (2Pe 1.3).

  • Fonte da imagem: IBC

Busca
pelo conhecimento sempre foi uma intenção humana. A história de todas as coisas
começa com o relato de Deus revelando-se ao homem e este, desejou ter algum
conhecimento à parte do Senhor.

Em
nosso tempo, o conhecimento é buscado com variadas motivações, a saber:
conhecer a si mesmo e, assim, solucionar angústias e dilemas; aquisição de
certificados de conhecimento para progresso no trabalho, ou até mesmo para uma
colocação de emprego.

A
possibilidade de membros de igreja e pastores estarem envoltos nessa dinâmica
mundana de busca pelo conhecimento é grande. Portanto, reflitamos sobre alguns
aspectos bíblicos acerca do verdadeiro conhecimento.

No
texto citado acima, o apóstolo Pedro define o conhecimento como um elemento
concedido por Deus e que deve ser associado às virtudes dadas também por Ele,
as quais juntas levam o crente ao crescimento espiritual e frutífero. Todas as
coisas que produzem um conhecimento completo sobre Cristo e que levam a uma
vida piedosa, foram doadas por Deus. Assim também, todas as promessas com o
objetivo de tornar-nos coparticipantes da natureza divina e livres da corrupção
do mundo. A vida cristã frutífera e piedosa depende do pleno conhecimento de
Jesus Cristo.

Segundo
Peter Jensen, “[…] o conhecimento
relacional de Deus, é o fruto do evangelho, pois a revelação produz
conhecimento, e o evangelho-revelação afirma produzir, acima de tudo, o conhecimento
salvador de Deus. ‘E a vida eterna é esta: que te conheçam a ti, o único Deus
verdadeiro, e a Jesus Cristo, a quem enviaste’ (Jo 17.3)”
.[1]

Podemos
relacionar as palavras de Pedro às que Paulo escreveu em sua carta aos
filipenses, onde lemos: Sim, deveras considero tudo como perda, por
causa da sublimidade do conhecimento de Cristo Jesus, meu Senhor; por amor do
qual perdi todas as coisas e as considero como refugo, para ganhar a Cristo e
ser achado nele
, não tendo justiça própria, que procede de lei, senão a que
é mediante a fé em Cristo, a justiça que procede de Deus, baseada na fé; para o
conhecer, e o poder da sua ressurreição, e a comunhão dos seus sofrimentos,
conformando-me com ele na sua morte; para, de algum modo, alcançar a
ressurreição dentre os mortos” (Fp 3.8-11)
.

Ainda
que tenhamos pastores cultos e sejamos uma igreja culta, não podemos nos
esquecer de que o conhecimento de Deus é mais precioso do que todas as coisas,
sendo o alvo de nossa vida, o alimento para nossa alma, o vigor para nossa fé,
a fonte de toda a riqueza.

Temos
plenas condições de servir a Deus de maneira digna porque ele nos deu acesso ao
seu conhecimento, através da fé em Cristo Jesus. A partir disso, podemos
crescer e crescer (Hb 5.11-14; 2Ts 2.13-15).

Uma
vez que, com diligência, buscarmos o aumento dessas virtudes, confirmaremos
nossa vocação e eleição; também evitaremos os tropeços, supriremos nossa
entrada no reino eterno que já está garantida pelo Sangue de Cristo (2Pe 3.17).

Somos
desafiados a buscar em Deus o aprimoramento necessário para uma vida frutífera
diante dele.

O
Senhor nos deu tudo aquilo de que precisamos para tornarmo-nos crentes mais
fortes e que manifestam com clareza e eficácia as virtudes cristãs; seja para
os de perto, isto é, os da família da fé, seja para os de longe.

Portanto,
minha irmã leitora, ore por seu pastor para que:

  • Ele
    seja capacitado por Deus para conhecer sua Palavra, e conhecer as informações
    que circulam em nossos dias, com o objetivo de instruir o povo do Senhor,
    protegendo-o de enganos e alertando-o dos perigos ao seu redor. A Constituição da Igreja Presbiteriana do Brasil
    (CI/IPB) também reconhece que o pastor deve ter conhecimento, tanto das
    Escrituras Sagradas quanto de questões gerais, conforme lemos a redação do
    Art.32: “O ministro, cujo cargo e
    exercício são os primeiros na Igreja, deve conhecer a Bíblia e sua teologia: ter cultura geral; ser apto para
    ensinar e são na fé; irrepreensível na vida; eficiente e zeloso no cumprimento
    dos seus deveres; ter vida piedosa e gozar de bom conceito, dentro e fora da
    Igreja”
    .[2] É
    importante que a igreja reconheça a necessidade de estudo contínuo que seu
    pastor tem, investindo nele e o liberando para realizar cursos sem, é claro,
    penalizar a ordem da igreja.
  • O
    conhecimento não se torne um ídolo que interfere na adoração a Deus, ou no
    pastoreio, nem o leve à soberba.
  • Ele
    seja humilde tanto no momento de transmitir conhecimento, quanto para
    reconhecer a necessidade de adquirir novo conteúdo.

[1] Jensen, P. (2006). A Revelação de Deus. (C. A. B. Marra,
Org.) (1a edição, p. 65). Cambuci, SP: Editora Cultura Cristã.

[2] Manual presbiteriano / Igreja Presbiteriana do Brasil. São Paulo: Cultura Cristã, 2019, p. 46.

O Pastor Felipe Quirino, tem 33 anos, é casado com Marcele Quirino, pai de Danilo (9 anos) e Miguel (6 anos). É pastor auxiliar da Primeira Igreja Presbiteriana de Itajaí-SC, servindo na plantação da Igreja Presbiteriana de Balneário Camboriú. Formou-se em Teologia no Seminário Teológico Presbiteriano Rev. José Manoel da Conceição (JMC) em São Paulo.

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